Governo federal usa pesquisa da Fiocruz e jornalismo da Agência Brasil para defender aumento de impostos sobre ultraprocessados e álcool

A pesquisa e a divulgação dela servem agora como justificação para o aumento de imposto e argumento para os políticos de esquerda aprovar novas alíquotas no Congresso.

O governo federal tem utilizado uma pesquisa da Fiocruz, divulgada pela Agência Brasil ontem (23), para justificar a proposta de aumento de impostos sobre alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas. O estudo estima que o consumo desses produtos gera um impacto de R$ 28 bilhões anuais ao Sistema Único de Saúde (SUS), considerando custos diretos e indiretos. 

De acordo com os dados, R$ 10,4 bilhões estão relacionados ao consumo de ultraprocessados, incluindo R$ 933,5 milhões em gastos diretos. Já o álcool representa R$ 18,8 bilhões em custos ao SUS. O impacto social também é significativo: as doenças associadas resultam em cerca de 160 mil mortes anuais — 57 mil devido a ultraprocessados e 105 mil ligadas ao consumo de álcool. 

A proposta do governo inclui impostos seletivos, com o objetivo de desestimular o consumo e financiar políticas de saúde. “Esses setores devem arcar com os custos sociais que geram”, afirmou Pedro de Paula, da Vital Strategies, destacando o impacto dessas medidas na redução de doenças crônicas e na violência associada ao álcool. 

A pesquisa, divulgada pela Agência Brasil, também aponta que 62% dos brasileiros apoiam o aumento de preços de álcool e ultraprocessados, enquanto 61% defendem impostos para reduzir o consumo de álcool. A expectativa é que a taxação possa reduzir até 25% das mortes relacionadas, o equivalente a 40 mil vidas salvas por ano.

A pesquisa e a divulgação dela servem agora como justificação para o aumento de imposto e argumento para os políticos de esquerda aprovar novas alíquotas no Congresso.


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