Quem votou no “Deixa os meninos roubar (sic) pra tomar uma cervejinha”?

O brutal assassinato do ciclista e professor Vittor Medrado, de 46 anos, ocorrido em plena luz do dia no Parque do Povo, em São Paulo, escancara a realidade da criminalidade no Brasil e expõe as consequências diretas de uma política que trata bandidos como vítimas da sociedade.

O crime, capturado por câmeras de segurança, não deixa dúvidas: Medrado entregou seu celular aos assaltantes e, ainda assim, foi baleado fatalmente. Um caso que choca, mas que não surpreende, dado o ambiente de impunidade que se fortaleceu nos últimos anos.

O governo do crime e o crime do governo

As ligações entre o poder político e o crime organizado se tornam cada vez mais evidentes. A recente trégua entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), duas das maiores facções criminosas do país, não foi um acaso. Segundo mensagens interceptadas por serviços de inteligência, a trégua tinha um objetivo claro: facilitar a retirada dos líderes do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), um sistema penitenciário de segurança máxima. Mas como facções criminosas conseguiriam uma mudança dessas sem ter apoio dentro do próprio governo?

A resposta aparece logo depois: o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Executivo lançaram o programa “Pena Justa”, um plano que promete rever condenações e reduzir penas. Na prática, um aceno claro aos criminosos. O governo quer vender a ideia de que está reduzindo a violência, mas faz isso negociando com quem espalha terror pelo país. Reduz-se o número de homicídios simplesmente porque as facções interromperam seus conflitos internos — um acordo de paz entre criminosos para manter a estabilidade do crime organizado.

Quem são os verdadeiros beneficiados?

Enquanto cidadãos de bem como Vittor Medrado perdem suas vidas sem motivo, os verdadeiros beneficiados são os próprios bandidos e aqueles que lucram com a manutenção desse sistema. O governo ganha uma narrativa para vender à população: a criminalidade caiu. O STF mantém sua influência, os líderes de facções garantem privilégios e os políticos associados a esse sistema asseguram seu poder. Tudo isso às custas da segurança da população, que se vê refém de criminosos cada vez mais ousados.

A relação entre o crime organizado e a política nunca foi tão explícita. O STF, que deveria garantir a justiça, se alia ao governo e a partidos políticos para implementar medidas que favorecem diretamente criminosos. Lula, que já demonstrou simpatia por aqueles que cometem crimes, chega a minimizar assaltos, sugerindo que jovens roubam apenas para “tomar uma cervejinha”. Não por acaso, o governo que ele lidera é conivente com o enfraquecimento das forças de segurança e a flexibilização do sistema penal.

O preço da impunidade

O caso de Vittor Medrado não é isolado. Situações semelhantes acontecem diariamente em diversas cidades do Brasil. O discurso de que “basta não reagir” já se provou uma falácia. O ciclista fez exatamente o que as autoridades recomendam: entregou seu bem sem resistência. Mesmo assim, foi assassinado. O que esse caso prova é que a impunidade estimula a violência, e a crença de que criminosos são vítimas da sociedade apenas fortalece a cultura do crime.

Enquanto isso, soluções absurdas e ineficazes são propostas. Em São Paulo, o prefeito Ricardo Nunes sugeriu a proibição de garupa em motos, penalizando cidadãos comuns em vez de combater efetivamente os criminosos. Medidas como essa apenas reforçam o cenário de desarmamento da população e cerceamento das liberdades individuais, enquanto aqueles que realmente representam uma ameaça continuam soltos e bem organizados.

Direitos humanos seletivos

As organizações de direitos humanos, que deveriam defender todas as vidas, se calam diante de crimes como o de Vittor Medrado. Quando um bandido morre em confronto com a polícia, a comoção e os protestos são imediatos. Mas quando um cidadão comum é executado sem motivo, as mesmas vozes que falam em justiça social desaparecem. Isso demonstra a hipocrisia de um sistema que escolhe quem merece compaixão com base em interesses políticos.

O discurso de que todos merecem uma segunda chance é válido até certo ponto. O que não pode ser aceito é um sistema que premia criminosos reincidentes e abandona vítimas e suas famílias. A progressão de pena, as saidinhas temporárias e os benefícios concedidos a criminosos violentos apenas aumentam a sensação de impunidade e a insegurança da população.

O legado de um voto

O Brasil vive as consequências diretas de suas escolhas políticas. Em 2022, o país elegeu um governo alinhado com a criminalidade, e o resultado está nas ruas: cidadãos comuns sendo assassinados em plena luz do dia enquanto facções criminosas negociam diretamente com o poder. Quem votou no “deixa os meninos roubar para tomar uma cervejinha” não pode alegar surpresa.

A tragédia de Vittor Medrado é um reflexo do Brasil atual: um país onde a vida de um trabalhador vale menos do que a liberdade de um criminoso. O problema não é apenas a violência urbana, mas a estrutura política e judicial que a sustenta. Enquanto não houver uma ruptura com esse sistema, mais e mais brasileiros continuarão pagando o preço da impunidade com suas próprias vidas.


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