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Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo Novo, gerou polêmica ao defender no sábado (2), em suas redes sociais, a ampliação das opções de trabalho para adolescentes no Brasil. Sua declaração ocorreu após uma entrevista ao podcast Inteligência Ltda., onde ele comentou que a visão de que o trabalho prejudica crianças foi criada pela esquerda.

Na entrevista, Zema comparou a situação no Brasil com outros países, citando que nos Estados Unidos crianças podem trabalhar entregando jornais, enquanto no Brasil isso é visto como exploração. Ele destacou a necessidade de mudar essa visão, afirmando: “Tenho certeza que nós vamos mudar”.

A manifestação gerou reação de figuras políticas, como Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, que associou as declarações à defesa do trabalho infantil. Zema, em resposta, publicou um novo vídeo argumentando que deveria haver mais oportunidades de emprego para adolescentes, sem comprometer sua educação e sob proteção adequada.

A legislação brasileira atual permite o trabalho a partir dos 14 anos na condição de aprendiz, com restrições para jovens de 16 a 18 anos. Zema criticou a falta de oportunidades e proteção para adolescentes, afirmando que, na ausência de caminhos educacionais e laborais, o crime oferece oportunidades.

As críticas de opositores continuaram, com o deputado Paulo Teixeira e Rogério Correia, ambos do PT, ressaltando a necessidade de proteger os direitos das crianças, reafirmando que o foco deve ser a educação em vez do trabalho infantil.


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