Aproximando-se do pontapé inicial da Copa do Mundo de 2026, o México, junto com Estados Unidos e Canadá, está sob pressão para superar desafios significativos em infraestrutura e segurança. O torneio será inaugurado em 11 de junho com uma partida entre México e África do Sul no icônico Estádio Azteca, mas preocupações crescentes têm emergido.
Recentemente, a violência ganhou destaque após um incidente trágico em Teotihuacán, onde um ataque a tiros deixou uma canadense morta e outros feridos. O país tem enfrentado uma onda de violência desde fevereiro, agravada pela morte de Nemesio Oseguera Cervantes, “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração.
Em resposta, o secretário de segurança do México anunciou reforço policial em locais arqueológicos e áreas estratégicas. No entanto, analistas como David Saucedo expressam ceticismo quanto à capacidade do país de garantir a segurança integral durante o evento.
A infraestrutura também é motivo de preocupação. A obra da passarela ligando o Estádio Azteca ao Terminal Multimodal de Huipulco sofreu atrasos, e protestos de profissionais do sexo deslocadas pelas obras são esperados, ameaçando o trânsito durante o Mundial.
Especialistas apontam que esses desafios podem impactar negativamente a imagem e a economia do México, complicando iniciativas como o sportswashing, usadas para melhorar a reputação internacional através do esporte.
O contexto de violência endêmica e dificuldades logísticas levantam questões sobre a capacidade do país em sediar com sucesso o evento esportivo, destacando a necessidade de esforços coordenados para superar os obstáculos restantes antes do início da competição.
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