O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, decidiu interromper uma investigação contra um advogado associado ao empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Em decisão individual, tomada em setembro de 2025, Toffoli determinou o encerramento da apuração conduzida pelo Ministério Público do Maranhão sobre o contrato entre a Câmara Municipal de Imperatriz e o escritório de Daniel de Faria Jerônimo Leite, que recebe cerca de R$ 180 mil por ano.
A investigação tinha como foco a renovação em 2025 do contrato firmado em 2023, sem nova licitação, o que poderia configurar improbidade administrativa. Toffoli argumentou que não havia evidências
suficientes para comprovar dolo ou intenção deliberada de cometer irregularidade, condição necessária para enquadrar como improbidade.
Anteriormente, Toffoli atuou como relator do caso Master, mas se retirou em fevereiro de 2025 após reportagens apontarem sua ligação comercial com Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, em um resort que supostamente operava jogos de azar.
Uma investigação técnica divulgada pela empresa Kroll e anexada a um processo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) acusou Daniel Leite de facilitar negócios para Vorcaro. Em 2025, Leite contraiu um empréstimo de R$ 93,7 milhões usado em sua maior parte para aquisição de ações do BRB, por intermédio de fundos geridos por Maurício Quadrado. O BRB questionou a capacidade financeira de Leite, alegando que seu patrimônio declarado não suportaria o empréstimo, mas Leite afirmou ter um patrimônio substancial de R$ 75 milhões e ser proprietário de uma agropecuária em Barra do Corda.
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